sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rio +20, o planeta deve ser salvo!




 O QUE É A RIO+20?

Nesta edição especial sobre "desenvolvimento sustentável" vamos tentar esclarecer sobre os objetivos e expectativas da Rio+20, tendo em vista que as negociações para o documento final da Conferência Rio+20 já estão sendo realizadas. Vinte anos após a Cúpula da Terra, realizada no Rio em 1992, a Rio+ 20 será mais uma oportunidade de refletir sobre o futuro que queremos para o mundo nos próximos vinte anos. Nessa conferência, líderes mundiais, milhares de participantes do setor privado, ONGs e outros grupos se reunirão para determinar como é possível reduzir a pobreza, promover a justiça social e a proteção do meio ambiente em um planeta que é cada vez mais habitado.

Segundo Brice Lalonde, esta é uma oportunidade histórica para desenvolver idéias que possam promover um futuro sustentável - um futuro com mais postos de trabalho, com fontes de energia limpa, com mais segurança e com um padrão de vida decente para todos. "O Rio+20 é um dos maiores encontros mundiais sobre o desenvolvimento sustentável do nosso tempo", disse Brice.

(Entrevista: Brice Lalonde, Coordenador Executivo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Entrevista por Maha Fayek)

SEGUNDO BRICE LALONDE, A RIO+20 É UMA OPORTUNIDADE PARA CONSIDERAR O FUTURO QUE QUEREMOS

A Conferência será realizada no Rio de Janeiro, Brasil, em junho de 2012, vinte anos após a Cúpula da Terra no Rio em 1992.

"A Rio +20 diz respeito aos próximos 20 anos e não apenas os 20 anos que se passaram entre agora e 1992. Precisamos fazer periodicamente um balanço para ver se alcançamos os objetivos determinados pelos nossos chefes de estado, se é necessário revê-los ou criar novos e ver se a solidariedade coletiva e as Nações Unidas continuam a trabalhar bem, além de analisar se o países nesses tempos de crise não estão caindo no perigoso “cada um por si” ", disse Lalonde.

Nessa conferência, os líderes mundiais, os milhares de participantes do setor privado e as ONGs se reunirão para determinar como reduzir a pobreza, como promover a justiça social e como proteger o meio ambiente ao mesmo tempo em que o planeta está se tornando cada vez mais povoado.

"O conceito de sustentabilidade foi publicado em 1987, ou seja, alguns anos antes da Cúpula da Terra no Rio em 1992 pela Comissão das Nações Unidas liderada pelo Dr. Brundtland", lembrou o Sr. Lalonde. "A economia verde é um capítulo do desenvolvimento sustentável, aquele que diz respeito à relação entre economia e ecologia. Precisamos que o desenvolvimento econômico não seja alcançado à custa da natureza, porque os pobres são os que mais dependem da natureza. "

“Os pescadores precisam de peixe e os agricultores precisam de terra fértil”, disse Lalonde. “A natureza é, portanto, um capital, assim como máquinas, fábricas ou o capital financeiro. O capital natural deve ser mantido uma vez que é uma infra-estrutura econômica”.

"Na Rio+20, esperamos cinco a seis resultados diferentes. Espera-se que a declaração, de acordo com a resolução da ONU que criou a conferência, seja um texto concentrado e político. Haverá dois textos: a declaração política e o programa de ação nos anexos ", disse Lalonde.

Para o coordenador da conferência, esta é uma oportunidade histórica para desenvolver idéias que podem trazer um futuro sustentável - um futuro com mais postos de trabalho com fontes de energia limpa, com maior segurança e com um padrão de vida decente para todos. "A Rio +20 será um dos encontros mundiais mais importantes do nosso tempo para o desenvolvimento sustentável ", disse ele.


A CAMINHO DO RIO: MULHERES “QUEM NÃO É VISTO, NÃO É LEMBRADO”

“Estrada para o Rio" das mulheres: Longe dos olhos, longe da mente pela administradora-geral do PNUD, Helen Clark. Hoje, há apenas oito mulheres chefes de Estado, que representam pouco mais de cinco por cento do total. Isto parece extraordinário na segunda década do século XXI. A média global de mulheres que ocupam assentos parlamentares permanece sob 20 por cento, bem abaixo da meta de 30 por cento definida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. No ritmo atual de progresso, a meta não será alcançada globalmente antes de 2025, e muito depois em muitos países. Isso é muito tempo para as mulheres e para o mundo esperar.O número de mulheres em parlamentos nacionais nas regiões do mundo varia entre cerca de 20% nas Américas e Europa (com 42% nos países nórdicos empurrando os valores médios para cima), 20% por cento na África subsaariana, 17% na Ásia, 14% no Pacífico, e 10% nos Estados árabes. Cinco países - todos no Golfo e no Pacífico - não têm nenhuma mulher parlamentar. Apenas 16% dos ministros são mulheres, e na maioria das vezes elas são destinadas para carteiras como as de bem-estar social, mulheres e crianças.

Quando as mulheres estão "longe dos olhos, longe da mente", atender suas necessidades não se prioriza. Por outro lado, quando há uma massa crítica de decision makers mulheres, as questões que anteriormente passaram sem solução, podem se tornar prioridades.Ruanda é um exemplo convincente de uma sociedade onde o empoderamento das mulheres como decision makers tem desempenhado um papel fundamental na sua transformação. As quotas ajudaram a colocar Ruanda em primeiro lugar no mundo pela quantidade de mulheres que são parlamentares.Uma quota de trinta por cento para mulheres deputadas foi estabelecida na Constituição do país em 2003. As mulheres de Ruanda passaram a ocupar 56% dos lugares na Câmara do Parlamento.Além disso, 32% dos cargos ministeriais são ocupados por mulheres. Ter as mulheres bem apresentadas no cenário político da Ruanda colocou o país no caminho para o desenvolvimento sustentável. Outros países têm que fazer o mesmo se quisermos alcançar um futuro verdadeiramente sustentável. O tempo para falar sobre o que fazer em seguida acabou. É hora de agir e é hora de mudanças para as mulheres.

Como podemos garantir que as mulheres sejam melhor representadas na liderança e tomada de decisões em todo o mundo? Junte-se à discussão na página https://www.facebook.com/UNDP/posts/244777402287952. Para ler o discurso completo da Assembléia Nacional do País de Gales, sessão Pierhead, visite: http://on.undp.org/I4WOGv.



UNESCO: PROPORCIONANDO LIDERANÇA CIENTÍFICA PARA A RIO+20

A UNESCO proporcionou liderança científica para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) por meio de seu trabalho na organização da conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob Pressão) que aconteceu em Londres entre 26 e 29 de março de 2012, diz o co-presidente do Comitê de Organização Científico Internacional. A conferência reuniu mais de 3.000 cientistas, líderes políticos, acadêmicos, especialistas em saúde, representantes de outras organizações intergovernamentais e não governamentais, do setor privado e da mídia, de todo o mundo para discutir desafios globais ligados às mudanças climáticas, à acidificação dos oceanos, à degradação ecológica, ao bem estar da humanidade, aos limiares globais, à segurança alimentar, à energia e ao governo e para oferecer novas soluções sustentáveis para a Rio+20. Os participantes da conferência emitiram a primeira 

Declaração sobre o Estado do Planeta, que incluía as seguintes mensagens principais: 

1. O impacto do homem no sistema da Terra levou o planeta a uma nova época – o Antropoceno – que é comparável à escala planetária de processos geológicos que evocam enormes mudanças na paisagem e extinção em massa dos níveis de espécies induzida por atividades humanas. Pesquisadores devem identificar limiares planetários e regionais e fronteiras que, se cruzadas, podem resultar em crises sociais, econômicas e ambientais graves.

2. É necessária uma abordagem policêntrica da liderança planetária que crie diversas parcerias entre governos, empresas e sociedade civil. Isso inclui uma reorientação e reestruturação fundamental das instituições nacionais e internacionais para passarem para governos efetivos do sistema terrestre. Os governos deveriam tomar medidas para melhorar a coerência e promover políticas e ações integradas entre os pilares sociais, econômicos e ambientais a nível nacional. É necessário um Conselho de Desenvolvimento Sustentável dentro do sistema das Nações Unidas para integras políticas sociais, econômicas e ambientais a nível global.

3. Ecologia deve ser integrada com economia. Os valores monetários e não monetários dos bens públicos, como nossos oceanos e nossa atmosfera, devem ser levados em consideração nas tomadas de decisões.

4. São necessários novos objetivos globais de desenvolvimento sustentável com novos indicadores e metas para promover administração planetária, que são aplicados em todos os níveis de governo. A comunidade de pesquisas deve estar envolvida no desenvolvimento desses objetivos, metas e indicadores, reconhecendo as questões interligadas e tendo como base as medidas existentes de bem estar.

5. O PIB não pode ser o único elemento para avaliar o bem estar. Devem ser desenvolvidos outros indicadores, incluindo os fatores qualitativos, que meçam o verdadeiro desenvolvimento no bem estar em todos os níveis.

6. É necessário um novo sistema para análises periódicas do desenvolvimento global que tenha conexão com as avaliações existentes e tenha como base o trabalho do Painel de Mudanças Climáticas, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema e outros esforços pertinentes em curso. Isso pode ajudar a promover relação entre a ciência e a política.

7. É necessária uma nova abordagem para pesquisa que seja mais integrada, internacional e voltada para soluções, e que comunique novas políticas interdisciplinares de sustentabilidade global. Essa pesquisa deve integrar programas de pesquisa existentes e disciplinas, todos os domínios de pesquisa e o Norte e o Sul, incluindo sistemas de conhecimento local, e ser co-projetada e implementada com a colaboração de governos, da sociedade civil, de financiadores de pesquisa e do setor privado. Uma nova e importante iniciativa de pesquisa, “Terra do Futuro – pesquisa para desenvolvimento sustentável”, foi lançada com o apoio de uma quantidade de programas de mudança global e ambiental, incluindo esse da UNESCO, que tem como objetivo atingir esses objetivos.


DECLARAÇÃO DE MANAUS

Nós, representantes das organizações dos povos indígenas e redes da América Latina e Caribe, Ásia, África e América do Norte, nos reunimos para discutir e chegar a um acordo sobre nosso envolvimento efetivo nos processos de preparação e conferência característicos da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). Agradecemos à Fundação Ford, Fundo Indígena e ONU MULHERES por fornecer os recursos para permitir que este encontro pudesse se realizar. Agradecemos também à COICA, ao Fórum Permanente das Nações Unidas para Assuntos Indígenas e ao Comitê Intertribal e a COIAB pela coorganização deste evento.

Relembramos nossa participação ativa na Cúpula da Terra no Rio em 1992 e nos processos paralelos que organizamos e que resultaram na “Declaração da Kari-Oca dos Povos Indígenas". Os documentos da Eco92, que incluem a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e a Agenda 21, reconhecem o papel vital dos povos indígenas no desenvolvimento sustentável e os identifica como um dos nove Grupos Principais. Organizamos nossos próprios eventos durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002 (Rio+10) em Johanesburgo, África do Sul; onde adotamos a Declaração de Kimberley e o Plano dos Povos Indígenas para implementação do Desenvolvimento Sustentável. A Rio+10, um evento de alta classe da ONU, com mais de cem chefes de Estado, reconheceu e usou o termo "povos indígenas" pela primeira vez na história das Nações Unidas. Esta decisão nos ajudou a garantir que a ONU aceitasse a expressão “povos indígenas” para a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Conquistamos, desde a Eco92 e a Rio+10, a adoção da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (UNDRIP), o estabelecimento do Fórum Permanente das Nações Unidas para Assuntos Indígenas, o Relator Especial das Nações Unidas sobre Direitos dos Povos Indígenas e o Mecanismo de Peritos sobre Direitos dos Povos Indígenas. Isto ampliou nossa participação e visibilidade e aumentou a conscientização da comunidade global sobre nossos direitos e prioridades. Nós participamos dos processos de desenvolvimento ou revisão das políticas para os povos indígenas de vários órgãos agências e fundos das Nações Unidas. Em 2010, o Acordo de Cancun sobre a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Protocolo de Nagoya sobre acesso e repartição de benefícios de recursos genéticos, reconheceram os direitos contidos na UNDRIP e a necessidade de respeitar e proteger os direitos e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. A Convenção de Estocolmo sobre Tóxicos também contém referências aos povos indígenas. Nós reconhecemos a necessidade de melhorar nosso engajamento com a Convenção de Combate à Desertificação. Há ainda muito espaço para fortalecer esses acordos multilaterais sobre o ambiente de forma a responder adequadamente aos direitos e necessidades dos povos indígenas e reconhecer suas reais e potenciais contribuições para o desenvolvimento sustentável.

Para ler a declaração na integra, acesse o site:
http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&nr=1076&type=230&menu=38



130 LÍDERES MUNDIAIS CONFIRMADOS: ÚLTIMA CHAMADA RUMO AO RIO +20

Mais de 130 chefes de estado, vice-presidentes, chefes de Governo e vice-primeiros-ministros estão inscritos atualmente na lista de oradores para a Conferência Rio +20 de 20 a 22 de junho. Espera-se que esse encontro seja um grande exemplo de participação popular em massa: Estima-se que mais de 50.000 pessoas participem da Cúpula do Rio e de diversos eventos paralelos no Rio de Janeiro, incluindo milhares de CEOs do ramo empresarial, parlamentares, prefeitos, líderes de ONGs, acadêmicos, altos funcionários da ONU, representantes de diversos grupos e jornalistas.

Enquanto o mundo empenha-se na última chamada para o Rio+20, o tempo está correndo para as negociações do documento final da Conferência que continuará de 23 de abril até 4 de maio na sede da ONU em Nova York. O “Esboço Zero” de 19 páginas emitido em janeiro foi condensado a partir de 6.000 páginas de contribuições dos Estados-Membros e outros stakeholders. Um grande número de propostas foram feitas por parte dos governos durante negociações intensas em março. Em função disso, o Esboço foi significativamente expandido, inclusive com línguas alternativas sugeridas pelos co-presidentes, aumentando o texto para aproximadamente 270 páginas. O Esboço revisado identificou 26 áreas críticas de ação, incluindo as seguintes: água, energia, alimentos, empregos, cidades, oceanos, preparação para desastres, erradicação da pobreza, turismo, transporte, mudanças climáticas, consumo e produção sustentáveis, terras, produtos químicos e florestas, dentre outras.


DIÁLOGO DE HARMONIA COM A NATUREZA PARA MARCAR O DIA DA TERRA MÃE

Para marcar o Dia Internacional da Mãe Terra, a Assembleia Geral da ONU manteve um diálogo interativo em harmonia com a natureza no dia 18 de abril na sede da ONU para analisar como a atividade humana tem afetado a capacidade regenerativa do planeta. "À medida que a Rio+20 se aproximar, é preciso manter a Terra em destaque, na tomada de decisões e ações durante a mudança de uma abordagem egocêntrica para uma centrada na Terra", disse Sha disse aos participantes. "Nosso sucesso e riqueza devem ser medidos pelo equilíbrio que criamos entre nós mesmos e o mundo ao nosso redor, isto é, pela nossa capacidade de viver em harmonia com a natureza."

O mundo em que vivemos hoje é muito diferente do mundo de 1992, quando a Cúpula da Terra original foi convocada no Rio de Janeiro. Da invenção do computador pessoal e da internet até o desenvolvimento de nanotecnologia e smart phones, os avanços na tecnologia têm, sem dúvida, melhorado nossas vidas ao longo das últimas duas décadas. Este boom de inovação tecnológica tem levado a um mundo que está mais conectado do que nunca. No entanto, apesar disso, alguns dos problemas e desafios do desenvolvimento sustentável ainda permanecem da Cúpula da Terra original, fazendo a Rio +20 mais importante e oportuna do que nunca.

Os enormes avanços na indústria de tecnologia da informação têm sido particularmente reveladores. Essas inovações têm estimulado o crescimento de dois dígitos no PIB mundial, mais rápido do que qualquer outra indústria no mundo durante o mesmo período de tempo. Em particular, as economias emergentes se tornaram líderes não apenas na fabricação e desenvolvimento de novas tecnologias, mas também cada vez mais em pesquisa e inovação. Embora os avanços na tecnologia tenham melhorado a eficiência de vários processos humanos e reduzido a quantidade de recursos consumidos e da poluição produzida por unidade de saída em longo prazo, em geral o consumo e a poluição continuam a aumentar as taxas insustentáveis.

A comunidade científica também tem sido presenteada com seu próprio conjunto de desafios nos últimos anos, com o significativo retrocesso de grupos de interesse especiais de todo o mundo. Além disso, o investimento em pesquisas científicas e tecnológicas e no desenvolvimento tem se mantido estável nos países desenvolvidos e só tem aumentado ligeiramente nos países em desenvolvimento nos últimos anos. No entanto, apesar desses desafios, a ciência e tecnologia apresentam outra questão transversal que será abordada na Rio +20. Em contraste com outras questões, a ciência e a tecnologia também podem ser vistas e usadas como um meio de realização em obter um resultado positivo na Rio 20 e depois do evento. Simplificando, a ciência e tecnologia podem e devem servir como um mecanismo crucial para a mudança como nós traçamos o nosso rumo para "o futuro que queremos" na Rio +20. Na preparação para a Rio +20, o secretariado da CNUDS e do Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais acaba de lançar suas breves questões sobre Ciência e Tecnologia que fornecem uma visão geral dos compromissos existentes e das iniciativas atuais e das metas futuras relativas à ciência e tecnologia.


CHANCE DE JUNTAR-SE AO PROJETO “DERROTANDO A FOME” DA NFL NOS ESTADOS UNIDOS, CRIAR LÍDERES SÁBIOS E AUMENTAR A NEVE NA PRIMAVERA COMO MODELO PARA A RIO+20

Pela esquiadora olímpica Suzy "Chapstick" Chaffee

As primeiras-damas Lady Bird Johnson, Rosalyn Carter e Betty Ford com Rep Bella Abzug e as atletas olímpicas Donna deVarona e Suzy Chaffee jubilosamente terminando os 3.200m do revezamento feminino da tocha em 1977. As corredoras apreciaram as flores silvestres “Mantenha os Estados Unidos Bonito”, de Lady Bird, que restauraram vários acres de alimento atingidos pela erosão!
Treinando alguns dos membros das equipes de futebol americano 49ers e Bengals em um divertido final de semana de inverno com esqui em Vail após o Super Bowl, eu percebi que o espírito de equipe e os grandes corações desses heróis do futebol americano são contagiantes! Por isso, eu fiquei especialmente emocionada vendo os jogadores do Super Bowl desse ano, cujo objetivo é “Derrotar a Fome” nos Estados Unidos apoiando bancos de alimento em todas as cidades da NFL. Como os Estados Unidos é o único país desenvolvido que ainda tem milhões de cidadãos passando fome, eu me perguntei se os esquiadores e snowboarders americanos gostariam de fazer parte desse lindo trabalho de equipe, especialmente se houvesse uma fácil solução a longo prazo.

Será que os amantes de esportes na neve e os atletas olímpicos de todo o mundo também se importavam com o fato de que um bilhão dos membros da Família da Terra, metade deles crianças, estão passando fome? Já que nossas comunidades de esqui estão alcançando jovens de tribos e organizando Gratitude Snowdances (danças na neve para demonstrar gratidão), estamos também ajudando a curar e prevenir possíveis mudanças no planeta, como terremotos, vulcões, enchentes, incêndios e tempo estranho. Isso também me fez pensar se a divulgação da fome também seria uma boa forma de cura. Os furacões e enchentes na minha cidade natal, Vermont, que destruíram estradas e a eletricidade nos mostraram quão vulnerável são nossos esportes, especialmente nesse 2012 crucial.

AUMENTANDO A NEVE

Então eu perguntei um talentoso curandeiro da terra, Cherokee Olivia Ellis, PhD, e a resposta foi um sonoro “SIM!”. Qualquer tipo de cura do coração reduz as mudanças da terra liberando a energia negativa absorvida pela terra proveniente de nossas ações e pensamentos. E restauras os ciclos naturais aumenta a abundante neve que se tem normalmente. Como você verá abaixo em nosso link da história das Nações Unidas, uma solução fácil para acabar com a fome e a desnutrição nos Estados Unidos, assim como em todo o mundo, é por meio da plantação de árvores frutíferas orgânicas, especialmente em escolas. E isso inclui comunidades que vivem em montanhas, onde os produtos orgânicos frescos mais saudáveis nem sempre estão disponíveis ou são acessíveis.

A Primeira Dama dos Jardins Orgânicos, Michelle, concordou com David no Letterman Show em março que os Estados Unidos podem derrotar a fome. Isso foi corroborado por Olivia, que também é membro da Master Gardener, quando ela trouxe à luz os recursos.

Mais informações
http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&nr=1097&type=230&menu=38


CARBONO AZUL: UMA FERRAMENTA PARA MITIGAR AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PRESERVAR OS PRINCIPAIS ECOSSISTEMAS MARINHOS COSTEIROS

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012 (Rio+20) é uma oportunidade para definir uma nova agenda para um futuro sustentável. À medida que os representantes se reúnem em Nova York, para a segunda rodada de negociações informais sobre a minuta do documento final da Rio+20, um evento paralelo foi organizado para informá-los do potencial valor da conservação de ecossistemas costeiros, através da iniciativa de carbono azul, como um meio de garantir sustentabilidade a longo prazo das áreas costeiras e desenvolvimento da economia verde, enquanto reduz as mudanças climáticas de maneira efetiva. Os serviços de ecossistema proporcionados por hábitats marinhos costeiros são de importância crucial à segurança alimentar e à erradicação da pobreza, bem como muitos dos setores que atualmente guiam as economias das regiões costeiras. Alguns destes ecossistemas, como os manguezais, as salinas e os prados de gramas marinhas, além de ter alto valor de biodiversidade e proporcionar áreas de reprodução e engorda de peixes, também pode desempenhar um papel principal na mitigação de mudanças climáticas globais, através de sua capacidade de armazenar carbono.

As emissões de carbono antropogênico na atmosfera e nos oceanos são as maiores causas de mudanças climáticas no planeta. Conter essas mudanças significa tanto remover o carbono da atmosfera e dos oceanos quanto evitar novas emissões deste produto. O total de depósitos de carbono por quilômetro quadrado nesses sistemas costeiros pode ser até cinco vezes o total armazenado nas florestas tropicais, devido à sua capacidade de absorver, ou sequestrar, carbono a uma taxa até 50 vezes superiores as das florestas tropicais.  Esses ecossistemas de Carbono Azul estão sendo degradados e destruídos em um ritmo acelerado ao longo das zonas litorâneas no mundo, resultando em emissões significativas de dióxido de carbono na atmosfera e nos oceanos, além de contribuir para as mudanças climáticas. Drenar uma típica zona costeira, como os manguezais ou pântanos, libera 0,25 milhões de toneladas de dióxido de carbono por quilômetro quadrado para cada metro de solo que se perde. Dados globais mostram que gramas marinhas, pântanos de maré e manguezais estão sendo degradados ou destruídos ao longo dos litorais ao redor do mundo em um ritmo acelerado. Na verdade, entre 1980 e 2005, 35 mil quilômetros quadrados de manguezais foram removidos a nível global – uma área do tamanho da região da Bélgica.

Há uma evidência e um consenso crescentes de que a gestão dos ecossistemas costeiros de Carbono Azul - através de emissões evitadas, conservação, restauração e uso sustentável - tem forte potencial como ferramenta de transformação da gestão efetiva do carbono natural no mundo. O entendimento científico do seqüestro de carbono e das potenciais emissões dos ecossistemas costeiros é, agora, suficiente para desenvolver a gestão efetiva do carbono, as políticas e os incentivos de conservação para o Carbono Azul costeiro.  Com ações apropriadas e oportunas através dos processos de negociação da Rio+20, um reconhecimento maior da importância dos sistemas de Carbono Azul costeiro irá alavancar a melhoria da gestão e regulamentação das zonas costeiras e proporcionar uma base de incentivos - incluindo mecanismos financeiros - para conservar ou restauras esses sistemas; evitar e gerenciar as emissões, bem como seus impactos, ou seja, apoiar a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Esse evento paralelo é organizado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (UNESCO-IOC), a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a Conservação Internacional (CI) e a Costa Rica para fornecer informações na hora certa aos representantes durante o processo. Este evento será a ocasião para discutir e apresentar uma série de ferramentas inovadoras com base no trabalho da Estrutura de Políticas do Carbono Azul. Questões-chave que serão endereçadas no quadro da Rio+20 também serão discutidas no evento, tais como: A UNCSD deve estabelecer um processo para promover a proteção do hábitat costeiro e as metas de restauração para os Estados com prazos e compromissos claros?

Uma abordagem de Economia Verde deve incluir a criação de mecanismos financeiros de sustentabilidade, a avaliação econômica (com e sem valor de mercado) dos principais hábitats costeiros e incentivos para promover mudanças por utilizações mais sustentáveis como o ecoturismo e a pescaria em baixa escala? Como a capacidade institucional - a nível nacional e internacional - pode ser melhorada para: implementar ferramentas através do uso subsidiado de terra/mar; mudar para métodos mais sustentáveis; monitorar e reportar as implementações e desenvolver capacidade através de treinamentos? Na preparação da Rio+20, a UNESCO-IOC junto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Marítima Internacional (IMO) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (ONUAA), elaboraram um Modelo para Sustentabilidade Costeira e de Oceanos. Este papel fornece um contexto para as discussões da Rio+20 através de análise dos desafios atuais na gestão marítima e costeira ao redor do mundo. Mais importante, ele coloca à frente um conjunto concreto de propostas e objetivos da transição para uma Economia Azul-Verde. Uma dessas propostas é o desenvolvimento de um programa global que visa uma maior proteção e restauração de hábitats vitais marítimos e costeiros, e de um mercado global de carbono azul como meio de criação de ganho econômico direto através da proteção ambiental.



NOVO RELATÓRIO GLAAS: NEGLIGENCIANDO O RISCO DO SANEAMENTO E DOS SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – RECURSOS ADICIONAIS E ESPECÍFICOS NECESSÁRIOS

Genebra — 12 de abril de 2012 — Enquanto o acesso à água, saneamento e higiene melhorou consideravelmente a nível mundial, a cobertura desses serviços pode ser deixada para trás caso não sejam garantidos os recursos adequados para manter as operações de rotina, adverte o “ONU Água 2012 – Análise e Avaliação Global do Saneamento e Água Potável” — ou “GLAAS” — divulgados hoje pela OMS e pela ONU Água. O relatório pede recursos adicionais e mais específicos, especialmente para a operação de rotina e a manutenção dos sistemas e serviços existentes. “Desde a sua criação em 2007, o GLAAS da ONU Água ganhou seu lugar entre os programas de monitoramento e comunicação de informações sobre água, saneamento e higiene, e cada vez mais é utilizado como base para uma tomada de decisões mais informada”, afirmou Michel Jarraud, presidente da ONU Água e secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial. “Isto vem do reconhecimento de que a escassez de informações a respeito das políticas relacionadas à água potável e saneamento nacional; do financiamento e dos recursos humanos é um grande obstáculo para o progresso.” O relatório GLAAS apresenta dados recebidos de 74 países em desenvolvimento, contra 43 em 2010, e de 24 agências bilaterais e multilaterais cobrindo 90% do total das verbas oficiais de assistência ao desenvolvimento. Além de uma insuficiência crônica de técnicos e mão de obra qualificada, os países declaram a insuficiência de esquipes no local para operar e realizar a manutenção da infraestrutura de saneamento e água potável. Os dados sugerem que a distribuição de verbas pode não ser suficiente para financiar operações de rotina e a manutenções. Por exemplo, um em cada três países destacou que as receitas são insuficientes para cobrir os custos operacionais de serviços de utilidade pública. Apenas 7% do apoio externo são direcionados aos serviços de manutenção. Todos esses fatores põem a sustentabilidade dos sistemas de água e saneamento em risco, em diversas cidades.

Apesar da crise financeira global, o montante total da ajuda ao desenvolvimento para o saneamento e água potável aumentou 3% entre 2008 e 2010, chegando até US$ 7,8 bilhões. Mas só metade desta quantia tem como destino as regiões onde 70% da população sem serviços básicos realmente vivem — África Subsaariana, Ásia Meridional e Sudeste Asiático. Não há uma grande sintonia entre a ajuda e as prioridades das nações, com menos de 5% dos desembolsos direcionados à água, saneamento e higiene feitos atualmente por meio de apoio orçamental setorial. “Em última análise, este relatório trata da otimização dos instrumentos que temos para assegurar a prevenção primária de um grande assassino global, as doenças diarreicas, em todos os setores, o que contribui para o progresso da água e do saneamento”, explicou a Dra. Maria Neira, diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente. “Os grandes ganhos que obtivemos precisam urgentemente de consolidação por meio do investimento em serviços de água, ao lado de um reforço de recursos financeiros e humanos para assegurar maiores progressos no fornecimento de água potável e saneamento básico”. A vontade política existe, e todos os países fizeram algum tipo de compromisso político ou financeiro com relação ao saneamento e à água potável desde 2010. A grande maioria estabeleceu metas nacionais transparentes e a maioria desenvolveu processos de planejamento e coordenação. No entanto, em muitos casos, a vontade política ainda não proporcionou o ambiente adequado para fomentar o progresso, e o planejamento não foi apoiado por informações e dados relevantes. Apesar de impressionantes ganhos globais, a maioria dos países não está conseguindo cumprir seus próprios compromissos nacionais, com 83% e 70% dos países comprovadamente atrasados com relação às tendências necessárias para cumprir suas metas nacionais de acesso ao saneamento e à água potável, respectivamente.

Aproximadamente 80% dos países reconhecem o direito à água e apenas metade deles o direito ao saneamento. A conscientização do direito à água e ao saneamento pode ajudar a focar os recursos para a população que não tem os serviços básicos e evitar a discriminação no fornecimento dos serviços de água, saneamento e higiene. Contudo, apenas um em cinco países aplica consistentemente os critérios de equidade na distribuição das verbas para o saneamento, enquanto que um em cada três aplica critérios de equidade para investimentos em água potável. Para além de 2015 e do período dos ODMs, alcançar novas metas relacionadas com o objetivo do acesso universal à água potável e ao saneamento vai exigir esforços conjuntos e a destinação de vastos recursos. Concentrar-se na administração eficaz de verbas para sustentar os serviços básicos pode ser tão importante quanto se focar em infraestrutura nova. Para direcionar e utilizar, de maneira mais eficiente e melhor, recursos que estão escassos, é preciso ter uma melhor compreensão do que está sendo feito e por quem está sendo feito, e identificar os elementos críticos que levam ao sucesso. O GLAAS é cada vez mais utilizado como uma ferramenta para tomada de decisões com mais informações e está assumindo o desafio de tornar as dados necessárias disponíveis, particularmente com o desenvolvimento de metodologias para monitorar os fluxos financeiros e para avaliar a demanda para pessoas devidamente qualificadas. O GLAAS é um relatório da ONU Água coordenado pela Organização Mundial de Saúde. Monitora os dados necessários para ampliar e manter sistemas e serviços de água, saneamento e higiene. Com base nos resultados do Programa de Monitorização Conjunta da OMS/UNICEF, analisa as razões subjacentes para o sucesso — ou o fracasso — deles.

Para mais informações sobre o GLAAS e outros relatórios da ONU Água visite:
www.unwater.org/documents.html
www.who.int/phe



PACTO GLOBAL PEDE QUE AS EMPRESAS SE COMPROMETAM COM O FUTURO QUE QUEREMOS

(Nova York, 3 de maio de 2012) – O Pacto Global da ONU, em parceria com o Conselho Empresarial Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (CEMDS), fez hoje um chamado mundial para que haja comprometimento com ações e parcerias que desenvolvam o progresso ao longo dos seis temas principais do Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de junho de 2012 no Rio de Janeiro. O chamado convida empresas para que elas ajudem a resolver os desafios globais destacados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Em um vídeo especial postado no site do Pacto Global, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon pediu que as empresas a nível global reforcem o comprometimento com a sustentabilidade durante os preparativos para a Rio+20. “Precisamos colocar nosso planeta em um caminho mais sustentável: econômica, social e ambientalmente. Existem soluções que podem ter profundos impactos. Mas precisamos que mais empresas despertem para esse programa”.
 
Comprometendo-se com a ação, as empresas podem demonstrar liderança no avanço dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Pede-se que as empresas enviem seus compromissos através do portal da UN-business partnership no site www.business.un.org/commitments.

A agência do Pacto Global e o CEMDS irão reconhecer e destacar os compromissos das empresas no site business.un.org e em um dispositivo móvel disponível para quase 2.000 participantes do Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20. Posteriormente, os compromissos serão listados no documento final do Fórum e no compêndio geral de compromissos da Rio+20. Os compromissos selecionados também serão mostrados em publicações, materiais de mídia e em oportunidades de fala e vídeo no Fórum. Para serem considerados para as oportunidades de reconhecimento, os compromissos devem ser apresentados até o dia1º de junho. Para garantir a qualidade e o impacto desses compromissos, cada um deve atender os seguintes critérios:

• Desenvolver um ou mais objetivos/questões da ONU;
• Incluir prazos definidos para medir o sucesso; e
• Incluir um acordo para divulgação pública, numa base anual, do progresso feito para que se perceba o comprometimento, durante a duração do compromisso.

Os compromissos podem ter formatos diferentes, incluindo novos projetos ou parcerias; atividades já existentes que foram ampliadas ou aceleradas; adição de parceiros a projetos que já existem; ou renovação de compromissos em curso. Embora empresas possam fazer contribuições significativas de forma independente, colaborações – seja em arranjos públicos e privados, com governos locais, com organizações da sociedade civil ou com a ONU – são incentivadas, pois podem frequentemente levar a um impacto maior. Compromissos que estão intimamente ligados a um negócio em particular, a um plano de desenvolvimento ou à missão de uma empresa são frequentemente mais duráveis, sustentáveis e suscetíveis a conduzir a impactos e mudanças reais. Alguns exemplos de compromissos são:


• Energia e clima: Reduzir emissões das operações ou melhorar a eficiência energética de produtos e serviços
• Água e ecossistemas: Eliminar o escoamento de águas residuais na produção ou desenvolver normas de uso de água em parceria com os governos locais
• Agricultura e alimentos: Colaborar, através de uma cadeia de fornecimento, para a construção de um sistema de distribuição de alimentos a preços acessíveis para populações carentes ou melhorar a eficiência das operações agrícolas
• Desenvolvimento social: Expandir relações empresariais com empreendimentos pertencente a mulheres, incluindo pequenas empresas e empresárias mulheres
• Urbanização e cidades: Criar um sistema de esgoto de alta qualidade e com baixo impacto em um mercado em desenvolvimento ou fazer parceria com governos locais para criar opções de transporte público mais confiáveis
• Economia e finanças de desenvolvimento sustentável: Fornecer financiamento para uma empresa com desenvolvimento inovador ou construir um mercado internacional para o intercâmbio de fundos para desenvolvimento



DECLARAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DA ÁFRICA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E RIO +20

Nós, os representantes dos Povos Indígenas da África, nos reunimos na cidade de Arusha, República Unida da Tanzânia, em 19 de Abril de 2012, para uma reunião preparatória sobre o desenvolvimento sustentável, para deliberar sobre os objetivos, temas e as questões substantivas das populações indígenas para Rio +20 ; Comprometida com o sucesso da Conferência Rio +20 e tendo como objetivo promover o desenvolvimento sustentável com foco em direitos humanos; Reconhecendo a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos; Considerando a decisão da União Geral Africana de Malabo de assegurar que os interesses de África sobre os temas da economia verde dentro do contexto de desenvolvimento e erradicação da pobreza sustentável e estruturas institucionais para o desenvolvimento sustentável sejam definidas e levadas em conta; Parabenizando o trabalho da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e do seu grupo de trabalho sobre populações e comunidades indígenas e tendo a sua orientação sobre os povos indígenas como um indicador importante para a existência e os direitos dos povos indígenas na África.

Levando em consideração a Resolução n º ACHPR/Res153 (XLVI) 09 sobre "mudança climática e os direitos humanos e a necessidade de estudar o seu impacto na África", adotada pela Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, pedindo por uma abordagem baseada nos direitos humanos para as alterações climáticas na África; Reafirmando que a Aliança Pan-africana para uma Justiça Climática (PACJA) levou a Declaração da Sociedade Civil Africana de Limbe à Rio +20; Reconhecendo que os meios de subsistência dos povos indígenas estão sob ameaça em nome de paradigmas de desenvolvimento moderno. Reconhecendo o fato de que a contribuição dos povos indígenas ao processo da CNUDS / Rio +20 e seu resultado é essencial para a formulação de políticas e para o acompanhamento da aplicação dos seus resultados em todos os níveis; Reafirmando a necessidade do processo da Rio +20 para ter uma forte abordagem baseada nos direitos humanos, onde os direitos dos povos indígenas, entre outros, sejam plenamente reconhecidos, respeitados e protegidos; Reconhecendo o fato de que os princípios, acordos e compromissos estabelecidos na Declaração do Rio de 1992, a Agenda 21 e o Plano de Implementação de Joanesburgo estejam ainda plenamente em vigor, assim como a necessidade de reforçar os compromissos, tal como definido no âmbito destes acordos na próxima Conferência Rio +20;
Confirmando nosso apoio e contribuição para o avanço dos objetivos de desenvolvimento sustentável, a fim de prosseguir com a concepção de novos modelos de desenvolvimento, realizados no âmbito das discussões da Rio +20, e que isso pode se tornar uma ferramenta importante para se concentrar em metas que garantam a integração da cultura e da boa administração nos três pilares do desenvolvimento sustentável.

Afirmando que os direitos das pessoas para o desenvolvimento implica conhecer os direitos coletivos dos povos indígenas para superar a pobreza, eliminar as desigualdades e exclusão social, promover a vida em harmonia com a espiritualidade, natureza e cultura sob os princípios da Agenda 21 e outros instrumentos relevantes e o reconhecimento de que esses direitos sejam aplicados de forma inclusiva e interdependente; Reafirmando a importância da participação plena e efetiva dos povos indígenas em todo o processo da Rio +20 e nas tomada de decisões; Preocupado com a inexistência ou fraqueza e marcos legais, assim como institucional para a proteção, promoção e respeito dos direitos dos povos indígenas na África; Profundamente preocupação que a sobrevivência dos Povos Indígenas seja comprometida pelos novos e emergentes desafios, que são o aumento da escassez de água, a biodiversidade e a perda de ecossistemas, desertificação, baixa resiliência a catástrofes naturais, crise alimentar, conflito, crise energética, erosão cultural, violação dos direitos de propriedade intelectual, mudança climática, grilagem de terras e a degradação dos solos, que têm aumentado a pobreza, doenças e impactado negativamente os povos indígenas; Preocupação com os direitos dos povos indígenas para o desenvolvimento e bem-estar que têm sido limitados pelos atuais modelos de desenvolvimento, portanto, apelam aos governos a alocar recursos para a facilitação da formulação e implementação posterior de Metas de Desenvolvimento para Povos Indígenas (IPDGs).

Levando em conta o fato de que o conceito de economia verde precisa ser definido no contexto dos povos indígenas holísticos, considerando as populações indígenas locais como diversas economias, conhecimento tradicional e ocupações e a importância de salvaguardas para este conceito;

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Hellow, pessoal!

Sejam bem vindos alunos e afins, tenho como objetivo dar uma maior dimensão do que é trabalhado em sala de aula e laboratórios de química experimental montados nas escolas que trabalho.

Neste blog teremos todo o conteúdo que é trabalhado no ensino médio, bem como planejamento e conteúdos referenciados, sem cópias. E ainda serão disponibilizadas para os alunos, listas de exercícios para a verificação de aprendizagem. Para que este blog tenha seu diferencial, serão postados vídeos aula para alunos e seguidores, para facilitar o estudo em casa. Serão postados os trabalhos realizados pelos alunos em laboratório e ainda, teremos que abrir um espaço para as novas tendências da química e física moderna.

Um grande abraço, aproveitem, deixe seus recados, mesmo que maliciosos!!